"Quando penso em você fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa, menos a felicidade Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento Pode ser até manhã, cedo claro feito dia mas nada do que me dizem me faz sentir alegria Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida, Pois se não chega a morte ou coisa parecida E nos arrasta moço, sem ter visto a vida... "
Estamos promovendo neste sábado um WORKSHOP DE COMUNICAÇÃO NA LITURGIA em nossa Paróquia. Contamos com a assessoria da Ir. Helena Corazza, jornalista, mestra em Ciências da Comunicação e diretora do SEPAc, Serviço à Pastoral da Comunicação, de São Paulo.
Estaremos trabalhando das 8h30 ás 17hs de sábado com intervalo de 1h30 para almoço. A organização do evento partiu da necessidade de trabalharmos a comunicação no espaço litúrgico-celebrativo, preparando pessoas e equipes para comunicação da palavra e uso de tecnologias de forma adequada, nas celebrações. Além das equipes de liturgia das diversas paróquias convidadamos também catequistas, pois é necessário que também tenhamos conhecimento das novas tecnologias e também que se faça a correta Liturgia nas missas, mesmo sendo essas com crianças.
Estamos aguardando a presença de mais de 80 pessoas no evento.
Enquanto me ocupo com a organização estarei um pouco "fora do ar" no blog. Mas, para não sentirem saudade de mim, entrem lá na pasta mais e escutem as músicas que coloquei lá, principalmente a do Paulo Ricardo. Sintam-se "Meninas Lindas". Beijos.
Simoni, catequista de São João Del rey, MG, pediu que eu escrevesse uma mensagem para suas crianças. Escrevi essa pequena mensagem... Emtroca de muitos pães de queijo. Que pretendo buscar qualquer dia destes.
Eu sinto a sua falta E a falta é a morte da esperança A vida é mesmo coisa muito frágil Uma bobagem, uma irrelevância Diante da eternidade do amor de quem se ama E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada E o que eu deixei? Será que eu sei?
Será mesmo que algo eu deixei?
Triste é não chorar. Sim, eu também chorei E não, não há nenhum remédio pra curar essa dor Que ainda não passou. Mas vai passar! A dor que nos machucou E não, não há nenhum relógio pra fazer voltar... O tempo voa!
Eu não suporto ver você sofrer... Não gosto de fazer ninguém querer se abster do passado E o que passou, passou e o que marcou, ficou Se diferente eu fosse será que eu teria sido amada por você?
Nando Reis, ex-titãs, além de músico, é um poeta... Escute:
“Eu te conjuro diante de Deus e de cristo Jesus, que há de vir julgar os vivos e os mortos, pela sua Aparição e por seu Reino: proclama a palavra, insiste, no tempo oportuno e no inoportuno, refuta, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Pois virá tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, como que sentindo comichão nos ouvidos, se rodearão de mestres. Desviarão os ouvidos da verdade, orientando-os para as fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, suporta o sofrimento, faze o trabalho de evangelista, realiza plenamente teu ministério.” (2Tim, 4,1-5).
Quando eu estou na pior, Quando eu simplesmente não consigo encarar o dia Quando a escuridão cai sobre mim E não consigo encontrar meu caminho Quando meus olhos não enxergam claramente E eu tropeço em tudo É em você que eu me apóio, você me mantém forte Você me levanta quando eu caio Você está sempre lá quando eu preciso de você Você está lá constantemente Você vem brilhando, você sempre brilha Você sempre está lá por mim Quando a vida me deixa de joelhos Quando minhas costas estão contra a parede Você está lá esperando junto comigo Só pra me manter de pé Embora eu deva ser um peso Você nunca se cansa, você nunca descansa Você está lá para me carregar E eu sei que estou protegido!
Bom, antes que todo mundo pense que também sumi do blog... Vou dizendo que estou aqui, bem vivinha e esperta! rsrsrsrrs
Estive hoje numa reunião da Coordenação Diocesana de catequese. O objetivo era discutir alguns rumos para o ano que vem. Nossa Diocese é enorme. São 49 paróquias e mais de 1.000 comunidades. Possui uma extensão teritorial que, de uma ponta a outra, só num dos decanatos (espécie de setor em que é dividida a Diocese), são 440 Km. Tivemos a presença dos quatro padres responsáveis pela assessorias dos decanatos, a presença do bispo diocesano e mais do padre responsável pela Ação Evangelizadora. Foram 5 horas de conversa e reflexão, já pensando na Iniciação à Vida cristã, que vem aí com toda força.
faremos inclusive uma série de estudos a respeito, que pretendo publicar aqui no blog. Me aguardem!
E então... Minha amiga Vivian é AVÓ! Fico aqui tão longe a imaginar o bebê nos braços dela, seus olhos rasos de lágrimas e, aquele amor imenso inundando o mundo do pequeno Miguel para o resto da sua vida.
É, Miguel, essa é a sua Avó! Que vai amá-lo, comportadinho ou bagunceiro, sujinho ou limpinho, chorando e rindo. Pode quebrar tudo que ela tem na sala, pode reclamar da mãe, do pai... Ela vai dar um jeito neles!
Vivian, esse pequeno ser que você tem nos braços, como diria Afonso Romano de Santana, é a oportunidade que você tem de reeditar todo aquele carinho estocado, guardado de sobra que seus filhos não conseguiram usar.
Sorte amiga, ser avó tão cedo, quando se ainda é uma menina. Vai ter energia de sobra pra brincar de pega-pega. Pode até aprender a andar de skyte...
E fala pro Fabinho que ele perdeu definitivamente o colo! Agora é do Miguel.
E que sorte tem o Fabinho e a Gabi, ter uma “avó” tão maravilhosa pro filho! Parabéns pra vocês todos!
Tenho andado distraída, Impaciente e indecisa E ainda estou confusa, Só que agora é diferente Estou tão tranqüila, E tão contente...
Quantas chances desperdicei , Quando o que eu mais queria Era provar pra todo o mundo, Que eu não precisava Provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços, Pra você juntar E queria sempre achar, Explicação pro que eu sentia Como um anjo caído, Fiz questão de esquecer Que mentir pra si mesma, É sempre a pior mentira
Mas não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo...
Já não me preocupo, Se eu não sei por que Às vezes o que eu vejo, Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, Quase sem querer Que eu vejo, O mesmo que você...
Tão correto e tão bonito, O infinito é realmente Um dos deuses mais lindos, Sei que às vezes uso Palavras repetidas, Mas quais são as palavras Que nunca são ditas?
Me disseram que você, Estava chorando E foi então que eu percebi, Como lhe quero tanto...
Já não me preocupo, Se eu não sei por que Às vezes o que eu vejo, Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, Quase sem querer Que eu quero, O mesmo que você...
Hoje tivemos o último retiro com os pais da Primeira Eucaristia. E foi especial. Muito especial. Lá estavam crianças e pais com quem estive nos últimos dois e alguns, três, anos. Era a minha "turminha"! E foi extremamente gratificante. Fiquei ontem apreensiva e com o coração na mão. Pedi até que uma outra catequista conduzisse o momento especial só com os pais, onde fazemos uma partilha, de sentimentos, experiências e pão.Achei que não seria capaz. Na hora, Therezinha me deu um empurrão... E saiu, consegui. Saiu uma partilha maravilhosa. Saiu até minhas "confissões inconfessas". O porque de eu ter me apaixonado pela catequese e o quanto sou grata a Deus por Ele ter me dado tantos anjos pra cuidar. E ameacei a todos: Ai deles, se não cuidarem direito dos meus anjos de agora em diante!
Um pai me disse uma coisa interessante no fim: Que eu deveria mudar o nome daquilo. Que "retiro" espanta a todos. Que ele mesmo, não tava querendo muito ir não. Achou que ia rezar o dia inteiro e foi a coisa mais divertida que ele já fez. Outros me disseram que a Igreja tem que fazer sempre isso. Que precisamos estar com os pais. Fazer um "encontro de catequese", com os pais de vez em quando.
E foi isso nosso "retiro". Um encontro para o almoço. Pais conversando e se conhecendo enquanto os filhos brincavam. Uma sobremesa simples de sagu com creme. Duas horas de Gincana bíblica, com muita brincadeira entre pais e filhos. E uma hora de "espiritualidade", desta vez só com os pais. Sentados em círculo, lembrando a Última Ceia, lembrando todos os motivos de Ação de Graças, partilhando experiências e vivências. Alguns com lágrimas nos olhos. Oração, ligação com aquilo que Cristo nos pediu: Ação de graças! Agradecimento e partilha do pão, mas que lá fora juntemos de novo todos os pedacinhos e, como comunidade verdadeira, voltemos a ser pão inteiro, UNO, com o mesmo objetivo. Paz, justiça, amor, fraternidade...
E quero agradecer muito a Rosangela de Londrina: Aquela sua Gincana Bíblica está sendo de uma utilidade pra mim! Você nem imagina!
E agradecer também ao Pe. Luiz Baronto, que preparou maravilhosamente um roteiro de encontro para adultos, já no modelo catecumenal, o qual adaptei para fazer com os pais.
E aos meus Anjinhos, por serem tão maravilhosos!!! E aos pais, por me darem a honra e a confiança de conduzir esses anjinhos na fé! E a vocês, maravilhosos amigos que todos os dias leem as minhas bobagens aqui e escrevem coisas tão maravilhosamente cheias de incentivo.
E a minha família, filhos queridos que ficam em casa sem almoço pra mãe sair por aí feito uma doida! Ao Paulo, adorado, lindo, amado esposo que vira meu motorista, assistente, ombro amigo, carregador... por estar comigo sempre nessas horas. A Paulinha, minha lindinha que acompanha a mãe e participa.. Ah! como minha filha participa desses momentos tão maravilhosos!!! E ao Pe. Acácio, por ter ido lá e cantado para o mim o Salmo de Ação de Graças... Amo, amo, amo muito todos vocês!!!
E a Ele, a Deus... Pai, maravilhoso, amado... Que em sua infinita sabedoria sabe dar e tirar na hora certa. E que muito tem me dado... Muito, demais até. Muito mais do que mereço.
E já vou acabar porque isso virou uma choradeira.....
Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas, sem tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma que há na terra ou no céu, mas não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho do gongo ou o som do sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e tanta fé ao ponto de tirar as montanhas dos lugares, mas, senão tivesse amor eu não seria nada.
Se eu desse aos pobres tudo o que tenho e até entregasse o meu corpo para ser queimado, mas não tivesse amor, isso não teria valor algum.
O amor é muito paciente e bondoso, o amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
Não é arrogante, nem egoísta.
Não se irrita, nem fica magoado.
O amor não se alegra com a injustiça, mas fica feliz com a verdade.
Ele nunca desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência, o amor é eterno. Há mensagens espirituais, mas durarão pouco.
Existem dons de falar línguas estranhas, mas acabarão logo.
Há conhecimento, mas terminará também.
Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais existem somente em parte.
Mas quando vier o que é perfeito, então o que existe em parte será extinto.
Quando eu era menino, a minha maneira de falar, de sentir e de pensar era de menino. Agora que já sou homem, não tenho mais essas coisas de menino.
Agora só podemos ver e compreender um pouquinho de Deus, com se estivéssemos observando seu reflexo num espelho muito ruim, mas chegará o dia em que o veremos integralmente face a face.
Tudo quanto sei agora é obscuro e confuso, mas depois verei tudo com clareza, tão claramente quanto Deus está vendo agora mesmo o interior do meu coração.
Agora, pois, permanecem três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém, a maior delas é o amor.
Hoje as coisas estão meio tumultuadas aqui. Feira de usados amanhã para organizar. Formação de catequistas a tarde para trabalhar e domingo mais um retiro com os pais e catequizandos...
Este texto eu escrevi pensando nas críticas e elogios que a gente recebe quando escreve. Começou como um comentário de blog... aí vi que ficou muito longo, então virou um texto. Um texto que escrevi pensando num amigo muito querido.
Essência de vidro...
"Quando os nossos pés descalços se colocam diante das duras pedras do sofrimento... quando a fragilidade de nossa condição nos leva a trilhar o inevitável caminho das sombras... quando a vida nos revelar que somos portadores de uma essência de vidro... é importante que a gente se livre da pressa e da facilidade das respostas prontas... porque diante da dor sofrida, mais vale um silêncio, uma pausa, que uma palavra inoportuna."
(Prefácio do livro "Quando o sofrimento bater a sua porta" Pe. Fábio de Melo)
Às vezes vale não dizer nada do que dizer coisas das quais vamos nos arrepender depois. Aquilo que nos sai da boca em forma de palavras, desde que o interlocutor tenha bom ouvido, jamais poderá ser engolido de volta. Igual poder tem a palavra escrita. Aquilo que colocamos no papel tem o poder de nos fazer conhecidos em nossa essência. Quando escrevemos conversamos com alguém que, naquele momento, não pode nos responder. O papel é assim, o amigo perfeito, aquele que escuta absolutamente em silêncio tudo o que dizemos.
Ah! Mas ele se torna perigoso a partir do momento em que se torna leitura. Deste momento em diante perdemos o domínio do nosso interior, dos nossos pensamentos, de nossas emoções. Passamos a ser devassados por uma infinidade de olhos que nos olham, nos julgam, nos criticam. Aí passamos a ter resposta. O livro, o texto, passa a ser diálogo. Não há que se ter intimidade. Não há que se ter vida própria. Passa-se ao domínio das opiniões. O texto lido é autor tornado público. É sentimento comungado.
Para o escritor, o que antes era só reflexão interior se transforma em interlocução, mesmo que o leitor jamais expresse sua opinião diretamente a ele. É pela leitura que se conhece pessoas, lugares, sentimentos, experiências que estão fora de alcance, enfim, tudo aquilo que não está perto nem pode ser tocado. A leitura torna-se assim, uma condução. Com ela pode-se ir a qualquer lugar, conversar, vivenciar situações, chorar, rir, ficar com raiva e algumas vezes ter vontade de rasgar o papel ou, melhor ainda, apertar a tecla “delete”. Quantas vezes perdemos nosso tempo lendo mensagens que nem deveriam ter sido escritas? Seria como diz o ditado “pegar o bonde errado”. Ah, mas quando entramos no bonde certo... A viagem torna-se um deleite.
Fazemos muitas viagens lendo. Conhecemos muitos lugares, muitas pessoas. Enganamo-nos com pessoas também. Afinal, o papel tudo aceita. Cartas de amor que não são verdadeiras. Contratos quebrados. Promessas não cumpridas. Sentimentos não respeitados.
E nossa essência ainda é de vidro. Ainda nos partimos em muitos pedaços quando caímos. Palavras ainda nos ferem. Quando ditas e muito mais ainda quando não ditas.
Silvanety, lá de Tangará da Serra - MT é um Anjo. Dona de uma sensibilidade e um carinho muito grande. Acredita até que a gente é, de fato, “Anjo”. De vez em quando manda pra gente uns textos maravilhosos. Esse é um deles:
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas não somos adivinhos. Não sabemos por quanto tempo estaremos enfeitando esse jardim e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor.
E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Entristecemos-nos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos.
Perdemos dias, às vezes anos. Calamos-nos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso"e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós.Reclamamos do que não temos,ou achamos que não temos suficiente.
Cobramos.Dos outros. Da vida. De nós mesmos.
Consumimos-nos.Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente.
E se experimentássemos nos comparar com aqueles que possuem menos?
Isso faria uma grande diferença.
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos. E então nos perguntamos: E agora?
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás.O que passou, passou.
O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.
Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo passageira, ainda está em nós.
"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."
E que seja mesmo um bom dia. Novembro começa com muito calor e sol aqui no sul (não que seja minha preferência), prometendo um verão dos mais quentes. Sei que muitos já encerraram ou encerram o ano catequético, não aquele promovido pela Igreja, mas "seu" ano catequético, por esses dias. As crianças fazem a primeira eucaristia, fazem a crisma e pronto! O trabalho do ano está concluído. Catequistas podem desfrutar suas merecidas férias...
Férias? Catequese de férias. Isso sempre me incomodou. Tudo bem parar os encontros durante um tempinho. Mas quando falamos em férias para as crianças e jovens damos a impressão de dizer: "Olha, podem ficar sem vir a igreja até março, vocês estão de férias." E pode acreditar que muitos levam isso ao pé da letra. Aqui procuramos estender esse calendário ao máximo. Nossa Primeira Eucaristia vai ser dia 06 de dezembro. Nossa missa de encerramento do ano vai ser dia 13 de dezembro. Alguns até se incomodaram. Dia 06 de dezembro já é advento, o Padre vai se vestir de roxo para a Primeira Eucaristia. Pensa que é brincadeira? Não. É a mais pura verdade. A Catequese da nossa Igreja não vive o Advento, Natal, nem a Quaresma, nem a Páscoa. Os tempos mais fortes do Calendário Litúrgico. É FÉRIAS!!! Precisamos mudar isso urgentemente... Precisamos incutir na cabeça dos fiéis, dos pais, crianças e, principalmente, dos Catequistas, que não se tira férias de Deus, de Cristo, da Igreja.
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
“A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus; quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor; e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre. Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!”.
(Martyrum sancti Polycarpi 17, 3).
O dia de "Todos os Santos" é celebrado dia 01 de novembro e foi instituído com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de fazer memória aos santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos. Posteriormente tornou-se habitual erguerem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao fato do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses e paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registro de um dia comum para a celebração de todos os santos, dá-se no século IV, em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais. O sentido do martírio que os cristãos respeitam, alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido proclamado santos.
Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que acontece em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para segui-lo e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar. Isto não só faz ver que existem santos vivos, não apenas os já martirizados e canonizados (e que cada pessoa o pode ser), mas, sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós.Segundo o Cardeal John Henry Newman, considerado Venerável ainda não canonizado: “Não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.”.
Segundo Catecismo da Igreja Católica, a Comunhão com os Santos: “Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus.” (CIC, 957).
“Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito”.
(Mt 5, 48)
“Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos.”